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Publicado em: 20/08/2018 19:20 | Fonte/Agência: . | Autor: Marcos Portnoi

Ética Profissional

Ética Profissional

A Ética

Ética é um conjunto de princípios ou padrões pelos nos quais se pautam a conduta humana. Algumas vezes a ética é chamada de "moral", e por extensão, seu estudo freqüentemente chamado de Filosofia Moral. Assim, como um ramo da Filosofia, Ética é considerada uma ciência normativa, já que trata de normas da conduta humana, em diferença às ciências formais (como Matemática e Lógica) e às ciências empíricas, como a Química e a Física.

Como trata-se de um padrão de comportamento e conduta, a ética ou moral tem características próprias em cada civilização (a exemplo da Oriental e Ocidental) e em cada cultura. Por todo o tempo em que a humanidade tem vivido em grupos, a regulamentação moral tem sido necessária para o bem-estar desses grupos. Apesar de que a moral foi formalizada e transformada em padrões arbitrários de conduta, ela desenvolveu-se, algumas vezes irracionalmente, depois de que tabus religiosos foram violados, ou através de comportamentos fortuitos que se tornaram hábito e então regra, ou de leis impostas por chefes a fim de prevenir desarmonia em suas tribos. Mesmo as grandes civilizações Egípcias e Sumérias não geraram uma ética sistematizada; máximas e preceitos criados por líderes seculares misturaram-se com uma religião rígida que afetou o comportamento de cada egípcio. Na China, as máximas de Confúcio foram aceitas como código moral.

A Igreja tem grande participação no desenvolvimento dos padrões éticos e morais principalmente da civilização ocidental. A Igreja pauta esses padrões nos escritos bíblicos, que por sua vez teriam origem divina. Na realidade, todos esses organismos são criações do próprio ser humano, o que torna a ética uma ciência gerada, assim como os demais seres vivos, com base na tentativa e acerto, e por conseguinte viva e em mutação.

Como é o padrão regulatório da Ética necessário para o bem-estar de uma população, esse aplica-se a todas as esferas de atuação desta população, seja na educação de crianças, seja na confecção das leis, seja no comportamento do mercado de Bolsa de Valores, seja em todas as profissões. Pode-se considerar que esse padrão de comportamento é o que leva ao menor consumo de energia, ou à menor criação de dificuldades, ou à geração criação de danos à própria sociedade e ambiente. É quando se estabelece que determinada ação ou atitude, se não causa benefício à sociedade, também não lhe causa prejuízo.

Agir em contradição a essas normas invariavelmente resulta em conflito e talvez dano a alguma parte. Porém não é a Ética absoluta e imutável, tampouco perfeita, e suas mudanças se fazem normalmente através da quebra do padrão anterior. É a Ciência, aliás, com suas grandes descobertas, uma grande responsável pelas mutações dos padrões éticos, às vezes com resultados infortuitos para seus autores. As descobertas de Isaac Newton servem como um exemplo deste efeito. As Leis de Newton foram recebidas de modo geral como uma evidência de que havia uma ordem divina que era racional. O pensamento contemporâneo nesta linha foi expresso sucintamente pelo poeta inglês Alexander Pope, na seguinte frase: "Deus disse, que se faça Newton! E se fez a Luz." As descobertas de Newton levaram os filósofos a ganhar confiança num sistema ético que era tão racional e ordenado como a Natureza era considerada.

Ética na Engenharia

Vejamos aqui em que pautam os engenheiros seu comportamento na profissão. De fato, pelo menos no mundo ocidental, o código de Ética na Engenharia é bastante semelhante de país para país. Isso não é surpresa, uma vez tendo como coração de seu trabalho o uso das Ciências Naturais, imutáveis em qualquer parte do Universo, e desta maneira tendo resultados semelhantes.

Abaixo ilustramos o que diz da ética profissional o Engineer’s Council for Professional Development (ECPD) dos Estados Unidos, ou Conselho de Engenheiros para o Desenvolvimento Profissional.

Princípios Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros.

Engenheiros mantêm e melhoram a integridade, honra e dignidade da profissão:

Usando seu conhecimento e habilidade para o avanço do bem-estar da humanidade;

Sendo honesto e imparcial, e servindo fielmente o público, seus empregadores e clientes;

Esforçando-se para aumentar a competência e prestígio da profissão de engenheiro;

Suportando as sociedades profissionais e técnicas de duas disciplinas.

 

 

Cânones Fundamentais do Código de Ética dos Engenheiros

Engenheiros zelarão pela segurança, saúde e bem-estar do público durante a execução de suas tarefas profissionais.

Engenheiros farão serviços apenas nas áreas de sua competência.

Engenheiros farão declarações públicas somente de maneira objetiva e confiável.

Engenheiros agirão em assuntos profissionais para cada cliente como agentes fiéis e confiáveis, e evitarão conflitos de interesse.

Engenheiros construirão sua reputação profissional com o mérito de seus serviços e não competirão de forma injusta com outros.

Engenheiros agirão de tal maneira a manter e desenvolver a honra, integridade e dignidade da profissão.

Engenheiros continuarão seu desenvolvimento profissional durante sua carreira e disponibilizarão oportunidades para o desenvolvimento profissional dos engenheiros sob sua supervisão.

 

Vislumbremos agora o Código de Ética do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), EUA., ou Instituto de Engenharia Elétrica e Eletrônica, principal órgão responsável pela definição de inúmeros padrões na Engenharia Elétrica e Eletrônica usados em todo o mundo.

 

"Nós, membros do IEEE, em reconhecimento da importância do efeito de nossas tecnologias na qualidade de vida por todo o mundo, e em aceitando uma obrigação pessoal para nossa profissão, seus membros e as comunidades as quais servimos, submetemo-nos à conduta mais ética e profissional e concordamos:

Em aceitar a responsabilidade de fazer as decisões na Engenharia consistentes com a segurança, saúde e bem-estar do público, e rejeitar de imediato e tornar conhecidos fatores que possam colocar o meio-ambiente e o público em risco;

Em evitar conflitos reais ou prováveis de interesse sempre que possível, e fazê-los de conhecimento das partes envolvidas quando existirem;

Em ser honestos e realistas quando relatando pedidos ou estimativas baseadas em dados existentes;

Em rejeitar suborno sob todas as suas formas;

Em promover o entendimento da tecnologia, suas aplicações apropriadas e conseqüências potenciais;

Em manter e desenvolver nossa competência técnica e assumir tarefas tecnológicas para outros somente se qualificados por treinamento ou experiência, ou após tornar claras as limitações pertinentes;

Em buscar, aceitar e oferecer críticas honestas de trabalhos técnicos, em reconhecer e corrigir erros, e em dar crédito apropriado a colaboradores e outros;

Em tratar com justiça todas as pessoas independente de sua raça, credo, religião, condição física, idade ou nacionalidade;

Em evitar danos a outros, sua propriedade, reputação ou emprego através de ação maliciosa ou falsa;

Em assistir colegas em seu desenvolvimento profissional e suportá-los no cumprimento deste código de ética.

 

Pode-se observar, no Código de Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo, segundo Resolução n. 205, de 30 de Setembro de 1971 do Conselho Federal Brasileiro de Engenharia (http://www.arquitetofna.org.br/apoietic.htm), Arquitetura e Agronomia, basicamente os mesmos conceitos, com a adição deste interessante item:

"Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de preços por serviços profissionais."

 

Advém da leitura deste item que o engenheiro e arquiteto agem tão somente como instrumentos da aplicação das Ciências Naturais, ou seja, agindo profissionalmente como executor para o bem-estar, sem se querer vislumbrar ganho monetário, que exige a competição por espaço exemplificada no texto do item. Isto é belo do ponto de vista poético, mas ineficaz e irreal fora do papel escrito. Sendo o engenheiro e arquiteto profissionais que têm rendimento monetário através do exercício da sua profissão, e não sendo eles os únicos a assim o fazerem, por que negar-lhes o direito de usar dos mecanismos de competição e preço para lhes garantir esse rendimento, sempre de apoio nos pilares da ética?

Este pitoresco item do Código de Ética do Engenheiro e Arquiteto leva a crer que a competição através de preços não é ética, apesar de sê-lo em todo o resto da esfera do capitalismo. Ou seja, o engenheiro pode optar por adquirir seus materiais necessários ao trabalho em fornecedor que os tenha a preços menores, mas não tem o direito de poder executar seu trabalho de maneira melhor e mais barata, se antes dele algum outro engenheiro já apresentou proposta com técnicas mais custosas.

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